Canibais de cabeça

Provo do prato mais caro do banquete. Me alimento de cabeça de gente. Gente que pensa. Gente que teima. Todos no banquete muito alinhados.

Na linha 743, o banquete dos canibais de cabeça. Os pratos mais caros da casa: filósofos e poetas, frescos e quentes, recém-abatidos. Gente que pensa e pensa melhor parado. As sobremesas: os doces teimosos e argumentadores. Nada mais doce que um bom argumento. Todos muito retóricos, é claro. Banquete para todos os gostos. Críticos azedos, depressivos salgados em lagrimas, a pimenta da loucura, a sopa das mentes das massas, o petit-four de funk.

Caro cérebro doce e suculento dos argumentadores retóricos teimosos abatidos sem que se calem. Banquete de dez talheres para os que sabem apreciar o sabor de um bom cérebro. Iguarias únicas. Delicias sem igual são as dos prazeres de saborear do pensamento dos filósofos.

Um pensamento sobre “Canibais de cabeça

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