A Confissão

– Pai, a gente precisa conversar.

– Claro, filho. O que aconteceu? É sério?

– É que… bem… eu tenho uma coisa para te contar. Já faz algum tempo que isso vem acontecendo e… é melhor que te conte antes que você fique sabendo por outra pessoa.

– O que aconteceu? Você tá se drogando?

– Não, pai. Não é isso. É que… eu meio que… sou hetero.

– Ai meu Deus! Como isso foi acontecer?!

– Não sei muito bem. É só uma coisa que eu sinto.

– Você tem certeza de que é hetero?

– Sim. Eu ate arrumei uma namorada.

– Uma namorada?! Ai meu deus! O que os vizinhos vão pensar?!

– Desculpa se eu te desapontei pai…

– Não, filho. Acho que no fundo eu sempre soube. Deve ser culpa minha, todas as partidas de futebol, o pôquer, os charutos…

Um pensamento sobre “A Confissão

  1. Adorei os charutos! Coisa “rara”, mas símbolo de macho clássico da árvore genealógica dos coronéis latifundiários, dos $$$, politicamente incorreto – hoje quem fuma, até quem toca flauta de longe pode ser apedrejado, é execrado por incitar e exercitar o vício do tabagismo!!! Muito bom. Clap clap clap.

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