Nariz de cera

Homem encontra cadáver
Joílson, trinta e cinco anos, jornalista, careca, falastrão e baforento.
Levanta-se pela manhã, vai ao banheiro, escova os dentes com chorume, caga e estoura uma espinha que já tinha ponta amarela. Depois de analisar seu nariz batatudo no espelho e pensar se seria mais bonito de fosse um nariz de cera, ouviu a campainha tocar.
Dirigiu-se a porta, se questionando se não seria melhor largar essa profissão de merda e virar carteiro, ou talvez professor universitário. Destrancou a porta de seu apartamento, abriu-a e deparou se com um homem estendido no chão.
Achando muito estranho, tenta falar com o homem. Não tem resposta. Nota uma mancha vermelho sangue no chão abaixo do homem. Xinga a vizinha que deve ter menstruado no seu tapete. checa o pulso do homem caído, não tem pulso. Checa a respiração do homem abatido, não respira.
Caminhando intrigado, vai ao telefone, o tira do gancho, coça a bunda e disca 190:
– Bom dia – diz à atendente. – Depois de me levantar, fui ao banheiro e escovei os dentes…

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