Meditação no Ed. Copam

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Pesquisando sobre o budismo em São Paulo, uma das primeiras coisas que encontrei foi uma notícia sobre um templo do bairro da Liberdade que, uma vez por mês, organizava uma sessão de meditação aberta ao público no topo do Copam. As sessões acontecem toda terceira sexta-feira do mês às sete horas da manhã.

Entrei em contato com o monge Handa do templo Busshinji, que organiza a sessão, ele nos autorizou a participar e marcou de nos encontrar no café em frente ao Copam às seis e meia.

Naquela sexta-feira, acordamos cedo e chegamos antes dos monges. Aproveitamos o tempo e a conveniência para tomar um café e comer alguma coisa antes que a sessão começasse. Handa chegou pouco antes das sete horas acompanhado do monge Mitih.

Conversamos um pouco com Handa antes de subirmos. Ele nos contou que geralmente eles meditavam no heliporto, mas como a notícia trouxe outros jornalistas e ele esperava que aparecesse mais gente que o comum, meditaríamos um pouco abaixo, na laje, onde tem mais espaço.

Subimos de elevador até o trigésimo segundo andar e subimos mais uma escada para chegarmos até a laje. Chegando lá, quase esquecemos porque estávamos ali.

A vista ali de cima é fantástica. Apesar do céu parcialmente nublado e da garoa que caiu, a luz do começo da manhã acertava no topo dos prédios do centro antigo de São Paulo. Só isso já teria feito a subida valer a pena. Os fotógrafos entraram em êxtase, foram todos para a amurada fotografar a vista.
Passado isso, Handa deu instruções básicas de meditação para os iniciantes. Nos sentamos no chão e começamos a meditar. Foi um pouco difícil se concentrar com os fotógrafos andando ao redor de nós, mas não foi impossível.

Meditar ali em cima foi diferente de meditar em qualquer outro lugar. Qualquer rajada de vento que passava por nós, ou qualquer raio de sol, trazia algo novo. Era como se eu nunca tivesse parado de verdade para sentir como é bom sentir o vento, ou como é bom um raio de sol em cima da sua mão.

O tempo foi passando e foi ficando mais difícil manter a posição. Por falta de preparo, estávamos usando jeans e não tínhamos a almofada própria para meditação. Minhas costas doíam, eu via a Rafaela se mexendo ao meu lado esquerdo e o Eduardo, à minha direita, já sentado todo torto segurando os pés.

Logo, a Rafaela se levantou e começou a fotografar. O Edu aproveitou a deixa para levantar também e se juntou à Rafaela ao lado da amurada. Eu me mantive mais um tempo ali, mas quando a equipe de televisão chegou e o cameraman começou a filmar com a luz ao meu lado. Desisti, levantei e fui para a amurada também.

Conversando ali, encostados na amurada, decidimos que frequentaríamos aquela sessão todo o mês e quantas outras nossos horários nos permitisse.

Esperamos a sessão terminar, Rafaela conversou brevemente com o monge Mitih e voltamos para nossa realidade de mundo corrido e metrô lotado.

2 pensamentos sobre “Meditação no Ed. Copam

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